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O
experimento do novo é fantástico, é grandioso, é envolvente,
mas assusta. Quando não se espera ele é apavorante.
Então,
buscamos várias formas de fuga para tentar escapar dele.
Claro
que sabemos nossa forças e, mais ainda, sabemos como evitá-lo.
Vivemos
à beira desse abismo que separa a segurança da novidade, há
muito tempo.
Curioso
é observar por quantas vezes já vislumbramos essa novidade.
Já são muitas mas, a cada dois passos, voltamos um, rumo ao
seguro.
É
essa volta que nos petrifica, é essa volta que retorna-nos ao
velho mote conhecido e garantido.
Romper
é mudar, e a mudança significa troca. Troca do conhecido pelo
desconhecido, do estável pelo instável, do formado pelo ainda a
formar.
No
novo as regras são outras. Estas de agora não funcionam.
No novo há o livre pensar. Há o ousar. Ousar viver a
experiência da experiência.
Ousar
transgredir regulamentos ainda não redigidos.
Ousar
zombar da sorte de ter tido a sorte de poder ousar.
No
novo há o criar. E, para criar é preciso libertar de dentro
para fora quem oprime, quem aperta, quem teme.
Para
criar é preciso arrojar na esperança de quem ainda é criança
e assume ser para poder crescer.
E, ao
criar, descobrir a imensa felicidade que existe na audácia de pôr
a sua própria inteligência a serviço de algo que já estava
aí ... há tanto tempo!
Por
isso, lute!
Mas
não volte nos seus passos.
Não
retorne para onde já se sabe não ser bom.
Ainda
está amanhecendo. Essa breve escuridão logo passará.
O Sol
do teu brilho há de brilhar muito, muito.
E, de agora, por muito tempo.
Afinal
essa é a missão. Por isso nos encontramos aqui!
Uberaba
22/11/92
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